quarta-feira, 11 de junho de 2008

Back Home in Derry

(música de Bobby Sands - sim, o icónico hungerstriker que morreu!)

In eighteen-o-three we sailed out to sea
Out from the sweet town of Derry
For Australia bound, if we didn't all drown
The marks of our fetters we carried

In our rusty iron chains we cried for our weans
Our good women we left in sorrow
As the main sails unfurled, our curses we hurled
On the English and thoughts of tomorrow

At the mouth of the Foyle, bade farewell to the soil
As down below decks we were lying
O'Doherty screamed, woken out of a dream
By a vision of bold Robert dying

The sun burnt cruel as we dished out the gruel
Dan O'Conner was down with a fever
Sixty rebels today, bound for Botany Bay
How many will reach their receiver

Oh oh oh oh oh I wish I was back home in Derry
Oh oh oh oh oh I wish I was back home in Derry

I cursed them to hell as our bow fought the swell
Our ship danced like a moth in the firelight
White horses rode high as the devil passed by
Taking souls to Hades by twilight

Five weeks out to sea, we were now forty-three
We buried our comrades each morning
In our own slime we were lost in the time
Endless night without dawning

Oh oh oh oh oh I wish I was back home in Derry
Oh oh oh oh oh I wish I was back home in Derry

Van Diemen's Land is a hell for a man
To end out his whole life in slavery
Where the climate is raw and a gun makes the law
Neither wind nor rain care for bravery

Twenty years have gone by, I have ended my bond
My comrades' ghosts walk beside me
A rebel I came, I'm still the same
On the cold winds of night you will find me

Oh oh oh oh oh I wish I was back home in Derry
Oh oh oh oh oh I wish I was back home in Derry

sábado, 2 de fevereiro de 2008

LET’S GO MURPHYS! Clap Clap clapclapclap

Ontem tocaram os Dropkick Murphys no Madela Hall (aka cave da Associação Académica). Para quem não sabe, o bilhete foi-me oferecido pelos anos, pelo pessoal de Erasmus mas eu acabei por ver o concerto com os meus amigos brummies (=de Birmingham) porque dos Erasmus, só o Coney gosta de punk e não tinha dinheiro para o bilhete. De qualquer das formas, o concerto esgotou e os meninos de Boston não desiludiram ninguém. Belfast esteve ao rubro. Também, é difícil imaginar um público mais receptivo a uma banda punk de influências irlandesas. E os Murphys sabem muito bem disso e por isso encheram o alinhamento com as suas músicas mais “kélticas” (e sejamos francos, uma gaita-de-foles e um fiddle ficam sempre bem). Ao fim das 2h de concerto, eu estava completamente morta de tanto saltar mas estava disposta a tentar aguentar mais 2!

LET’S GO MURPHYS! Clap Clap clapclapclap
LET’S GO MURPHYS! Clap Clap clapclapclap
LET’S GO MURPHYS! Clap Clap clapclapclap

Alguns apanhados da noite:

1) Chego à porta da Students’ Union e o segurança vira-se para mim e pede “ID”. Lembrei-me que alguns concertos estão reservados à comunidade estudantil e pensei que ele estava a pedir o cartão de estudante. O problema é que eu não tinha nada comigo, nem documentos, nem dinheiro ou telemóvel. Disse que não tinha trazido nada comigo e perguntei se precisava mesmo de mostrar identificação (porque eu não me lembrava de ter visto nenhum aviso sobre este concerto ser só para estudantes de Queen’s). Ele resmungou um pouco em voz baixa e pronúncia indecifrável, olhou para mim de cima a baixo umas 20 vezes e acabou por me deixar passar com aquele ar de: “vá lá, entra lá, mas não devias! Só te deixo passar porque ninguém está a ver e pareces boa rapariga”. Desci as escadas e quando estava a entrar mesmo no recinto é que me lembrei que o concerto não era restrito à comunidade estudantil, mas sim que era proibido a menores de 18 anos. Fiquei com pena de não ter levado o BI. Teria sido giro ver a reacção dele ao ver a minha idade.
2) Uma rapariga conseguiu subir para o palco trepando literalmente pelas pernas do baixista. Reacção dele: Yes? (ela põe a mão, sem querer, numa zona mais privada, quando se está a tentar pôr de pé) Ooh! Nice to meet you. (vira-se para a audiência) I should come here more often!
3) Invasão de palco (uma das 3 da noite) e o baixista dá o microfone a um grupo de raparigas, uma delas era uma daquelas dondocas que arranca as sobrancelhas todas e depois desenha dois riscos a meio da testa e vai de salto agulha, saia travada e malinha de mão fina para um concerto punk. Anyway, não reparei quem colocou o micro no meio das mamas dela, mas ele divertiu-se imenso a cantar um bom pedaço da música assim.

I’m a happy bunny!! :-D

Cai neve,
cai neve,
cai neve no jardim,
branquinha cobre o chão e então,
tudo é branquinho assim,
branquinha cobre o chão e então,
tudo é branquinho assim

Os boletins metereológicos prometeram neve para esta sexta e sábado e portanto, eu enchi-me de esperanças de ver, pela primeira vez na vida, nevar.
Quinta, quando saí da aula de American Noir (excelente professor e turma) nevou um pouquinho. Mas foi tão leve que não cobriu nada o chão de branco e como fez sol logo a seguir, 10 minutos depois já não havia qualquer vestígio de ter sequer chovido. Mas fez-me o dia na mesma. Toda a gente a queixar-se do frio e eu com o sorriso mais estúpido estampado na cara. Esperei então pelo nevão na sexta. O dia passou com uma espécie de neve-molha-tolos mas nevou a sério durante o concerto dos Murphys. Quando saí da Students’ Union estava tudo branquinho e estava tudo a brincar com a neve. Fiz os meus primeiros anjos na neve dos jardins da Universidade e andei à luta com bolas de neve. A Genevieve tirou algumas fotografias que eu talvez poste aqui mais tarde. Depois, fui para casa, aqueci o jantar que cozinhei antes de ir para o concerto (wise decision), pus a minha roupa toda a secar no aquecedor, comi calmamente, vesti-me de novo, calcei as galochas e fui passear pela cidade.
E para coroar uma noite perfeita (Murphys+Snow) fiz uma rápida visita ao Bus SOS Stop, um autocarro que está parado todas as sextas e sábados à noite, em Dublin Road, com ambulância e médicos para quem precisar e chá, café, leite, bolachas e chocolates à borla para quem quiser. É indescritível como sabe bem beber chá quente numa rua toda branquinha. Estes últimos 3 dias estão a ser dos melhores que já passei aqui. Tenho conhecido imensa gente, estou a adorar as aulas, vi um concerto fabuloso e nevou!! I’m a happy bunny! Or tiger! Whatever! I’m a happy zoo!!!

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Domhnach na Fola (Bloody Sunday)

Faz hoje 36 anos que as tropas inglesas abriram fogo sobre um grupo de manifestantes pacificos, numa marcha pelos Direitos Humanos, em Derry. Das milhares de pessoas presentes, 26 pessoas foram atingidas, 13 morreram no local (6 das quais eram menores) e uma 14’ pessoa morreu uns meses depois, em sequencia dos ferimentos sofridos na altura.
Este incidente ficou conhecido como Domingo Sangrento.



Sunday Bloody Sunday (U2)

Yes...

I cant believe the news today
Oh, I cant close my eyes and make it go away

How long...
How long must we sing this song?
How long? how long...
cause tonight...we can be as one
Tonight...

Broken bottles under childrens feet
Bodies strewn across the dead end street
But I wont heed the battle callIt puts my back up
Puts my back up against the wall

Sunday, bloody sunday
Sunday, bloody sunday
Sunday, bloody sunday (sunday bloody sunday...)
(allright lets go!)
And the battles just begun
Theres many lost, but tell me who has won
The trench is dug within our hearts
And mothers, children, brothers, sisters torn apart

Sunday, bloody sunday
Sunday, bloody sunday

How long...
How long must we sing this song?
How long? how long...
cause tonight...we can be as one
Tonight...
Tonight...

Sunday, bloody sunday (tonight)
Tonight
Sunday, bloody sunday (tonight)
(come get some!)
Wipe the tears from your eyes
Wipe your tears away
Wipe your tears away
I wipe your tears away
(sunday, bloody sunday)
I wipe your blood shot eyes
(sunday, bloody sunday)
Sunday, bloody sunday (sunday, bloody sunday)
Sunday, bloody sunday (sunday, bloody sunday)
(here I come!)
And its true we are immune
When fact is fiction and tv reality
And today the millions cry
We eat and drink while tomorrow they die
The real battle yet begun (sunday, bloody sunday)
To claim the victory jesus won (sunday, bloody sunday)

On...
Sunday bloody sunday
Sunday bloody sunday...

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

E ja' passaram mais de 27 anos...

...desde que esta fotografia foi tirada, estava eu quase a completar o meu primeiro ano de vida.


Sobre o meu aniversario, nao ha' muito a dizer, fiz tudo o que gosto: li, pintei, ouvi musica, dancei, comi gelado, passeei e experimentei coisas novas. Fiz um pequeno jantar ca' em casa, todo japones, de sushi. Bem diferente do ano passado que entrei nos meus anos a trabalhar no Dolce Vita a fazer horas extraordinarias e acabei o dia, ainda a trabalhar, no Dolce Vita. E isto em plena epoca de exames. Ao menos este ano, tive paz e sossego. So' foi pena estar tao longe da familia e dos amigos. Nada e' perfeito.

Anyway, 95% dos estudantes de Erasmus que conhecia ja' se foram embora e os novos chegaram no dia 24, mas ainda nao os conheCo bem. Uma das pessoas que vivia na minha casa, recebeu ordem de despejo e vai sair antes do final de Fevereiro mas os vizinhos de baixo que se tinham mudado o mes passado, vao voltar. *suspiro* Estou me a sentir no meio de uma tempestade, a agarrar-me a tudo o que posso para nao me perder nesta confusao. Vamos ver o que o futuro nos reserva.

PS - Eu sei que aldrabei a data do post mas era a data que fazia sentido.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Post muito especial só para o Soneca

Sleepy Boy, Zé Carlos, Ziggy do meu coração,

Parabéns!
Que nunca deixes de ser feliz como neste dia tão especial.
A propósito das plantinhas de Belfast que precisam de funcionários municipais para as regarem:
oh minha gente, vejam se percebem de uma vez por todas que a Irlanda NÃO é uma ilha tropical. Mesmo que as árvores do Odyssey pensem que o são. PS-E já agora alguém que explique a este povo e a todas as lojas e supermercados deste país que falta mais de um mês para o dia de S. Valentim e bem mais que isso para a Páscoa!! Eu adoro ovos e amêndoas de chocolate e, como toda a gente sabe (ou devia saber), o meu gato é o Coelhinho da Páscoa, mas se é para levar massacre desde a primeira semana de Janeiro, não há quem aguente!

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Sem comentários

Este povo é tão civilizado e limpinho (esta é só para quem sabe) que eu hoje até vi na minha rua 2 homens a limpar a plaquinha da paragem do autocarro. Um a segurar o escadote e o outro, lá no cimo, a esfregar e bem a plaquinha com um pano para que toda a gente saiba que autocarros param ali. Foi uma visão quase tão chocante como a daquela vez que eu e a Andreia vimos funcinários municipais a regar as plantas da rua.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Sneachta (snow)

Fiquei retida 2 horas no aeroporto de Stansted em Londres à espera que chegasse o avião para partir para Belfast. Eu sei que nem foi assim tanto tempo mas foi o suficiente para eu me começar a passar e ver a minha vida a andar para trás. É que primeiro ía partir a horas, depois já era só uns minutos atrasado, logo a seguir anunciaram a partida 30 minutos mais tarde do que era suposto. Mais um bocado e já era 1 hora atrasado e 10 minutos depois disso anunciaram 2 horas de atraso! Aqui tive mesmo k me passar. Já me tava a ver a dormir no aeroporto. E com o aviso de cancelamento do voo a ocorrer nos 3 minutos seguintes. E isto tudo sem qualquer espécie de explicação da Ryanair. Felizmente ficaram-se por aí (na companhia de mais algumas centenas de pragas lançadas por mim até à 53.ª geração descendente daqueles tipos. As últimas que lhes lancei também já estavam a modos que para o velhas, ainda eram de 2007).
*suspiro*
Enfim, a viagem até acabou por correr bem (deve ter sido para desenjoar do carrocel que foi até Londres) e quando estávamos a aterrar no George Best e vi tudo branco percebi finalmente e perdoei tudo.

Só foi pena não ter visto (AINDA) nevar. Mas pelo menos já tive um sinal que a minha progressive relaxation pela neve vai dar frutos. Ou flocos, como preferirem. :-)


Queen's University

Botanic GardenFotografias roubadas do site da bbc da Irlanda do Norte

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Athbhliain faoi mhaise duit!

Happy New Year! Feliz Ano Novo!

The Thanksgiving Beacon
(also known as "the doll on the ball" or "the hulla hoop girl")
A sculpture by Andy Scott.
Lighting Design by Sutton Vane Associates, London.

A symbol of Thanksgiving for the Peace in Northern Ireland, the stunning 17m high statue is the tallest in Northern Ireland. The statue is in a prominent position on the banks of the river Lagan and it is rapidly becoming the symbol of Belfast.
(adapted text from http://www.commercial-lighting.co.uk/CLS_Projects.htm)

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Nollaig shona duit!

Merry Christmas! Feliz Natal!

domingo, 23 de dezembro de 2007

sábado, 22 de dezembro de 2007

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

More Urban Art





Urban Art in Belfast


Alguns Negócios-da-China no Reino Unido*:

a) Pintar paredes, bancos de rua, corrimões e afins
b) Colocar sinais (de trânsito, de informações, etc.)
c) Vender, fabricar ou distribuir tinta para paredes
d) Vender, fabricar ou distribuir sinais
e) Vender elásticos encontrados no chão
f) Vender, fabricar ou distribuir elásticos para o cabelo
g) Ser dono de um cybercafé
h) Vender, fabricar ou distribuir frigoríficos ou arcas frigoríficas
i) Vender, fabricar ou distribuir microondas
j) Vender, fabricar ou distribuir comida pré-congelada
l) Ser dono de um take-away (especialmente se estiver aberto até às 3h/4h da manhã)
m) Vender, fabricar ou distribuir arame farpado e vedações
n) Guiar táxis (não porque sejam caros mas porque toda a gente vai para todo o lado de táxi)
o) Vender, fabricar ou distribuir chapéus-de-chuva pequeninos

*escrito com a colaboração da Andreia
** estas 3 listas não são exaustivas

Algumas coisas impossíveis de compreender nesta terra*:

a) Semáforos
b) Solicitors
c) Gomas e chupa-chupas no chão
d) Taxa espectacular de natalidade/fertilidade
e) Insensibilidade ao frio
f) Obsessão por sandálias
g) Sapatos em cima de paragens de autocarro
h) Miúdas de 3/4 anos com saltos
i) Miúdas de 7 anos maquilhadas, de micro-saias, salto alto, cabelo pintado e piercings!
j) Cabelos impecavelmente penteados (24 horas por dia!) com tanto vento
l) Maquilhagens à boneca de loiça (eyeliner muito grosso – quase até à sobrancelha – e dois círculos de rouge nas bochechas)
m) Obsessão por auto-bronzeadores (geralmente mal aplicados)
n) A falta de elegância e classe das nativas (a contrastar com a beleza facial)
o) O machismo e o desrespeito generalizado pelo sexo feminino (especialmente quando é incentivado pelas próprias mulheres)
q) Pedintes na rua (oh gente, basta circular e apanhar as moedinhas do chão!)
r) A mania de escrever a caneta nas notas

*escrito com a colaboração da Andreia


Algumas coisas que aprendemos*:

a) Há muitos tons de verde
b) Há muitos tons de ruivo
c) Há muitos tons de azul nos olhos
d) Há muitos tons (artificiais) de pele laranja (supostamente bronzeada)
e) Os irlandeses são todos doidos
f) As drogas na Argentina são (muito) boas
g) O hurling é o melhor desporto do mundo
h) Esta ilha só produz coisas boas, menos o leite de vaca
i) A percentagem de peixes, neste mar, de qualidade bem acima da média, bate tudo.
j) Os sinos perturbam a destilação do whisky
l) A prevenção de incêndio é para levar a sério
m) O sotaque irlandês é terrivelmente sexy nos homens e anasalado nas mulheres
n) Não é preciso apitar para conduzir nesta cidade, mesmo quando os outros fazem asneiras
o) Esta gente perde elásticos para o cabelo, moedas, gomas, roupa e canetas como sei lá o quê. Também perdem, por vezes, os sapatos, mas só em cima das paragens dos autocarros.
p) É possível uma pessoa viver com menos de 50 pence por dia para a alimentação (com as três refeições principais incluídas). Possível! Não aconselhável, mas possível.
q) O Reduced to Clear do Tesco é o melhor amigo dos pelintras
r) A soma de todas as estações num só dia, deixa um sabor a Outono na boca
s) Só alguns menores de 16 anos e alguns maiores de 80 não usam tatuagens.
t) Todos os restaurantes chineses vendem fish’n’chips e hambúrgueres

*escrito com a colaboração da Andreia